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Indo eu, indo eu... A caminho... Do Porto!

por reporterdesaltosaltos, em 10.06.15

 

Já tiveram a sensação que em determinada altura parece que está tudo contra nós? Ainda bem. Porque assim não me sinto a única. É que há uns dias fui ao Porto... Ida e volta em menos de 24 horas e sinceramente, até lá chegar parecia que estava mesmo tudo contra mim. E mesmo lá, tive a sensação que alguém/algo estava a conspirar contra mim. Será que estou a ficar com a mania da perseguição? Então começou assim...

 

Acordei horas (várias horas mesmo) antes de ter de apanhar o Alfa. Deixei tudo feito em casa, tratei as minhas gatinhas, despedi-me delas a muito custo. Saí pela porta, voltei a entrar e a confirmar que estava tudo à prova da minha ausência durante 24 horas. Vulgo... O gás/torneiras/portas/janelas estão bem fechados? A torradeira/bimby/sei lá mais o quê ficaram mesmo desligados? Sim, tudo ok. Voltei a despedir-me das bichinhas que parecia que sabiam que iam passar um dia inteiro sem me ver. (Sim sou uma dona muito maricas!). 

 

Entrei no carro, liguei o rádio e andei uns três quilómetros. Vi uma fila de trânsito anormal e senti um alerta vermelho a soar dentro de mim. Pensei que era um acidente, desviei-me do percurso ainda a tempo e entrei por outra estrada. Mais uns quilómetros encontro outra fila anormal. Suspeitei da coincidência de ser mais um acidente. Mudei de estação de rádio. As notícias... Greve no metro em Lisboa! Por 5 segundos senti que o mundo ia desabar, depois respirei fundo e pensei que o melhor era parar algumas minutos e repensar na estratégia. E arrependi-me solenemente de me recusar a ouvir noticiários com desgraças anunciadas aos magotes. 

 

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Fui beber café, comprar águas para a viagem e rever as notícias que pareciam cada vez mais "negras". Além da greve haviam ruas fechadas em Lisboa. Atravessar a ponte estava a demorar cerca de 2 horas. Decidi apostar no plano B. Apanhar o cacilheiro e depois o táxi até Santa Apolónia. Acelerei até Cacilhas, entrei no estacionamento como se estivesse no Rally de Portugal. Saí do carro, comecei a correr e a puxar a mala. Já só pensava "Não tenho vida para andar a correr! O que é que eu estou a fazer?Ai que o meu coração não aguenta os 300 metros até à bilheteira! Nem as rodas do trolley que é novinho em folha e vai ficar todo lixado." Para ajudar...

 

Estava um vento terrível e a meio do percurso tive a triste ideia de abrir a carteira para tirar trocos para o barco. O vento assobiou dentro da minha carteira e levou-me uma nota de 5 euros. E pára tudo!!!! Lá vou eu a correr atrás da sacana da nota que durante uns bons dois minutos voou junto às varandas de uns prédios, alternando algures entre o 3.º e 4.º andar! Finalmente e depois de me gozar lá desceu até ao chão. Apanhei a nota e comecei a correr. Cheguei à bilheteira e a nota não entrava na máquina. Nem na primeira, nem na segunda. Só na terceira. Perdi o barco. Atravessei a cancela furiosa, vermelha, despenteada e a começar um ataque de asma...

 

Entrei no barco seguinte e entretanto cheguei a Lisboa. Não haviam táxis e mesmo que houvesse não servia de muito. A rua estava fechada até Santa Apolónia. Dei por mim a correr entre uma cerimónia militar (ou coisa parecida) que devia ter centenas de pessoas. Eu e o trolley a correr que nem doidos. Eu ofegante, ele a fazer barulho ao ser arrastado. De repente, apercebi-me do silêncio de fundo enquanto eu corria furiosamente. Estávamos a atravessar um minuto de silêncio pelos mortos... Parei, olhei para as caras de desdém a olhar para mim. Ups. Levantei o trolley. E segui a correr mas nas pontas dos pés! Shiuuuu! 

 

Quando cheguei a Santa Apolónia já só queria estar de volta a casa. Toda eu transpirada, com a roupa engelhada, completamente despenteada. Mas entrei no Alfa, sentei-me e não conseguia descansar. O primeiro objectivo estava cumprido. Era chegar ao comboio. O segundo era chegar ao Porto. Foi atingido assim que o comboio parou e pousei o pé na estação de Campanhã. E mesmo lá surgiram muitos imprevistos que pareciam querer afastar-me dos meus restantes objectivos. Mas eu sou persistente. Alcancei-os todos. E voltei a Lisboa.

 

É mesmo assim. Há dias em que parece que está tudo contra nós. O bom é ter a certeza que por maior que seja o obstáculo, há sempre uma maneira de o ultrapassar! 

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publicado às 09:10



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