Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Não quero estar nas redes sociais!

por reporterdesaltosaltos, em 14.04.10

 

Chamem-me antiquada mas esta coisa das redes sociais perturba-me um bocado. Isto do facebook, twitter e sei lá mais o quê. Eu sei que é estranho tendo em conta que eu tenho um blog mas acho que não é a mesma coisa. E sim, eu sei que meio mundo está nas redes sociais mas porque tenho eu de seguir o resto do rebanho? Só por ser moda?

 

Bem, na verdade há cerca de 5 anos, quando surgiu o hi5, também eu lá tive a minha página. E sim. Na altura era porque estava na moda mas sobretudo porque era uma novidade. Dez anos antes acho que seria inimaginável ter uma “página” própria worldwide. O hi5 foi visto por muitas pessoas como uma janela de oportunidades e estavam curiosas com este novo mundo. Para mim foi giro enquanto durou mas no dia em que se tornou banal, deixou de me interessar. Quase como entrei na rede, saí. Desejosa de entrar. Desejosa de sair.

 

Hoje a moda é o facebook. Toda a gente lá está e admiram-se imenso, por eu (não vejo o espanto) não querer estar lá também. Chamam-me info-excluída. É só uma opção e eu prefiro ser auto-info-excluída. Já não tenho paciência para fazer fretes nem para seguir modas. Admito que estou no linkedin mas não vamos confundir as coisas. É uma rede profissional, tem uma utilidade prática e de negócio. Acima de tudo compreendo os seus objectivos e isso agrada-me – o facto de saber que tem uma finalidade. Já as normais redes sociais, pessoalmente não acho a menor piada mas socialmente acho um fenómeno interessante.

 

Eu sei que estas redes sociais têm várias funcionalidades. Ver o e-mail, jogos, etc mas ainda assim não me convence. Já pensaram bem nos tipos de utilizadores? E as razões que os levam lá? Ora vejamos. Temos as empresas que querem promover produtos, eventos, etc. E estes eu até percebo. Aliás, acho que seria uma boa razão para eu estar nestas redes. Se estivesse a promover um evento, um livro, um cd ou assim.

 

Depois temos os verdadeiros utilizadores sociais que têm três tipos de amigos. Amigos? Mais uma banalização do pior. Amigo agora é mesmo qualquer um... Que máximo irem ver o meu perfil e ter 2356 “amigos” quando só conheço 40 e só meia dúzia é que são mesmo meus amigos. Abomino banalizações baratas!

 

 

Estou a perder-me no raciocínio... Seguindo. As pessoas só “coleccionam” três tipos de “amigos”. Primeiro, os do passado. Bem, para mim os “amigos” do passado estão mesmo no passado! Se não fazem parte de minha vida é porque não têm de fazer e também porque eu não o quero. Se eu ainda os quisesse no presente eles simplesmente ainda estavam. Não sou nadinha saudosista. O passado está para trás. Move on.

 

Os do presente. Os do presente não precisam de lá estar. Exactamente porque são do presente. Quem eu quero na minha vida, eu tenho na minha vida! Se eu quero saber novidades sobre as pessoas de quem gosto realmente, aquelas que considero verdadeiras/os amigas/os, pego no telefone e entro em contacto. Combino um café, um jantar ou um almoço. Vou ao cinema... Não é mais importante dizer às pessoas que gostamos delas do que ir ao twitter e escrever “Vou fazer xixi!”. Ou exibir “Hoje vou ao Urban...”?

 

Os do futuro. Ou seja, aqueles 2316 que restam dos 2356. Não os quero. Não quero amigos novos, nem tenho tempo para isso. Não quero receber convites de gente que não conheço, que não me conhece, mas que tem algo (ou acha que tem) em comum comigo ou tão simplesmente achou que a minha foto é “muito gira” (ou sexy). Se eu quiser amigos novos, eu vou procurá-los! Pessoalmente!

 

E para finalizar. Como é que têm tempo para ir lá? Ver, actualizar, jogar? Eu percebo que há quem goste e respeito... Mas também tenho de ser respeitada na minha opção. É um direito que me assiste. E como é que arranjam tempo? Porque eu não consigo. Adoro escrever no meu blog e raramente tenho tempo. Entre as minhas mil actividades, funções, família e amigas/os, onde é que eu tenho tempo para mais uma coisa na qual não vejo qualquer utilidade?

 

As minhas amigas/os “facebookadas” e “twittadas” mais aficionadas estão sempre a tentar converter-me. A tentar dar-me “boas” razões para eu me registar mas eu não me deixo seduzir. No benefício da dúvida e pelo meu passado jornalístico, pensei dar uma “oportunidade” às redes sociais e registar-me durante um mês ou coisa parecida. Afinal, e a nível sociológico, podia ser uma experiência interessante e dar-me “boas razões” para blogar. Mas a verdade é que para já… Bem, para já não me apetece… E nem tenho tempo… Quem sabe um dia…

 

Desculpem-me! Hoje foi um dia menos bom… Deve ser tpm!

 

Auto-info-excluída com os saltos mais altos

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:03



Mais sobre mim

foto do autor


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D