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Puríssima!

por reporterdesaltosaltos, em 23.06.12

Perdi a virgindade quando tinha 16 anos. Eu era uma miúda sexy e com as hormonas aos saltos. Ele tinha 19 anos e tinha mota (facto de extrema importância na altura). Acho que uma Suzuki 1000 ou coisa parecida. Era moreno. Coisa que não faz nada o meu género tendo em conta a minha tendência para os louros. Era ligeiramente musculado e muito alto. Para ai com um 1,92cm. Tinha um olhar irresistível. Doce e terno mas atrevido e provocador. Daqueles que nos fazem trremeeeerrrrrr as pernas numa fracção de segundo... Era um miúdo de Lisboa. Bruno.

 

Conhecemo-nos em pleno mês de Agosto. Estava calor como eu gosto. Abafado. Aquele calor que mais parece tropical. A pele fica húmida, quente e sensual. As hormonas fervem... Um amigo comum apresentou-nos, passamos a noite a falar e nem queríamos ir para casa. Ele tinha uma magia qualquer. E tinha cá uma cantiga do bandido. Ui... Durante dias não nos largamos. Eu só queria estar com ele. Ele só queria estar comigo. Achei que aquele estado era o tal “estar apaixonada”.

 

Decidi-me. Ele era a pessoa certa. Aquele era o momento certo. Nunca me tinha sentido tão bem ao pé de ninguém. Tudo me parecia certo. Sentia-me quase a flutuar. Sim, decidi-me. Ele era a pessoa certa para eu finalmente perder a virgindade. Ele era a pessoa certa para a minha primeira vez. E foi. Não podia ter escolhido nem melhor momento, nem melhor pessoa. Foi na casa dele em Lisboa. A família estava toda na sala (e era uma família numerosa) e acho que perceberam o que íamos fazer assim que entramos em casa. Ou então era eu que sabia o que ia fazer e estava com a mania da perseguição... Não, tenho a certeza que sabiam! Porque quando descemos do quarto só faltou baterem palmas!

 

 

A virgindade naquela altura começava a parecer-me um fardo. Eu era atrevida mas era virgemmmmm! Eu queria estar do outro lado da linha! E não era pela pressão social ou de algum namorado. Era a curiosidade. Queria concretizar o que andava a treinar há tanto tempo! Verdade seja dita (neste caso escrita) quando terminou a minha primeira vez eu pensei “O quê? É só isto? Atiçam a curiosidade de uma pessoa, ai que é bom, ai que é bom e afinal é só isto?” Não fiquei desolada mas aquele exagero todo deixou-me bastante perturbada. Só com a prática é que eu percebi o quão espectacular era. Fartei-me de praticar. Era todos os dias. Eu não faltava aos treinos! Podia perder alguma parte importante. Parecia que estava seleccionada para os jogos olímpicos! Levei o treino muito a sério. E nesta idade queremos é quantidade! Para ganhar prática! A qualidade vem muitos anos depois!!

 

As minhas melhoras amigas acompanharam a minha grande decisão. Sim porque elas fartavam-se de dizer que já tinham experimentado isto e aquilo e sei lá mais o quê. Eu começava a pensar que era uma atada de primeira! Eu não tinha feito quase nada! Afinal no dia em que aconteceu, fui a correr direitinha a elas, contei-lhes tudo ao ouvido no meio do bar, a caminho da e na casa de banho! Qual não é o meu espanto quando afinal percebi que as atadas eram elas e que eu é que ia a liderar o pelotão???

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publicado às 15:40

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