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ME DO!

por reporterdesaltosaltos, em 25.01.12

Medo. O que é o medo? Segundo o dicionário português o medo é o estado emocional que resulta da consciência de perigo ou de ameaça, real, hipotética ou imaginária. Pode também significar ausência de coragem o que para mim vai dar ao mesmo. Odeio o medo! Na vida é sempre ele que nos paralisa. É um travão para os nossos sonhos e um alimento para as nossas fraquezas.

 

Conhecer a existência do perigo ou de alguma ameaça é bom porque nos mantém alerta e conscientes da realidade. O problema é quando esta dita consciência cria raízes. Porque geralmente não cria apenas raízes. De pequena semente rapidamente se transforma num vigoroso caule e ainda mais rapidamente se transforma num fortíssimo tronco de madeira. Quando isto acontece dificilmente conseguimos voltar atrás. O medo está instalado.

 

O que nos faz ter medo? No geral é o desconhecido e a incerteza. Temos medo de quem não conhecemos, do que não sabemos que nos vai acontecer, das incertezas e das meias certezas. Tememos tudo o que não conhecemos e não tem nada de mal até porque afinal somos todos humanos. O truque está em saber gerir o medo e ainda mais em fazer uso dele a nosso favor.

 

Como é que eliminamos o medo? Duas soluções. Se está na fase da semente temos de o inverter. Abrir ao espírito e aceitar que a incerteza e a mudança podem ser positivas. São possíveis oportunidades de melhoria. Se está na fase do caule temos de o enfrentar como se fosse um acidente de choque frontal. Ir direito ao assunto antes que ele venha direito a nós e nos apanhe de surpresa. Temos de ser corajosos, temos de ser audazes, temos de ser destemidos e temos de ser determinados. Agarra o “touro pelos cornos” e ele é que passa a ter medo de ti.

 

 

Acho que alguns medos são normais e comuns à maioria dos mortais. Medo de perder o emprego, um amigo, um familiar, um filho, um amor, saúde, dinheiro, das catástrofes naturais, da crise, de ter acidentes, enfim, a lista é longa. Depois podemos considerar os medos mais extremos, ou fobias, como medo de sair de casa, de andar de avião, de aranhas, de estar em lugares fechados ou até de alturas. Mas todos os medos têm uma justificação e felizmente têm uma solução.

 

Eu sofro numa certa dose do mal contrário. Raramente tenho medo, raramente tenho consciência do perigo e desvalorizo sempre todas as ameaças. As reais, as hipotéticas e as imaginárias. A ausência de medo também pode jogar contra nós porque nos coloca num elevado patamar de confiança, desprovida de estado de alerta. Não vou dizer que nunca tenho medo. Tenho. Tenho sobretudo o medo de um dia ficar senil agora os outros medos, os mais comuns e os mais extremos, esses não me afectam. Prefiro ignorá-los no momento em que a semente vem direita a mim. Defendo-me com golpes de karaté e depois piso-as até estarem feitas em pó. Se não pensar no medo ele não existe. Para mim é a lei da atracção no seu pleno funcionamento.

 

Será que é preferível ignorar o medo ou deixar-nos arrastar com e para ele? Acho que prefiro viver na inconsciência e na ignorância. Porque o medo é que nos paralisa, é o que nos impede de concretizar objectivos, é o que nos impede de lutar pelos nossos sonhos! Se o ignorar sei que nada me pára. O que vier do desconhecido e da incerteza eu aceito. Eu aceito, eu enfrento e eu resolvo. Sem medo!

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publicado às 23:04

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