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Já não gosto deste vestido!

por reporterdesaltosaltos, em 13.02.11

Não me tem apetecido escrever. Não tem mesmo. Eu podia dar muitas desculpas, entre elas a falta de tempo (verdade) e de inspiração (também verdade). Poderia dizer que estive com bloqueio de escritor. Também é verdade. Mas não. Simplesmente e durante este longo tempo de ausência não estive para aí virada. Hoje estou. Voltou a mim. A vontade...

 

Há uns dias, estava no auditório da minha empresa para uma formação e tive um momento de terror. Estávamos cerca de 60 pessoas dentro de uma sala. Completamente a abarrotar! Eu estava na última fila. Quer dizer estava numa cadeira fora da fila e a lutar entre as entradas e saídas dos meus colegas. Num momento, estava a anotar os nomes de todos os meus colegas para fazer uma espécie de lista de presenças, olhei para o início da sala e tive um flashback...

 

Recordei-me das primeiras formações que tive naquela mesma sala. Numa delas estava sentada na fila da frente, olhei para trás e pensei que não conhecia ninguém e mal sabia o nome de duas ou três pessoas. Mas não me importei. Estava encantada com aquele mundo e com vontade de dar o meu melhor em cada segundo. Foi o que tentei fazer sempre! Mesmo nos dias (que não chegam aos dedos de uma só mão) em que não me apetecia mesmo nada... O tempo passou, cresci, aprendi e passados cerca de dois anos e meio, verifico que o meu lugar na "cadeia" se alterou. Estou na última fila e conheço todas as pessoas pelo primeiro e último nome! Estou profundamente grata por tudo o que recebi desde que ali cheguei. Foi uma grande aventura. Verdadeiramente louca para quem me conheceu profissionalmente anos antes. A minha empresa, à sua maneira, foi a minha casa.

 

Mas de volta ao que interessa e ao momento em  estava no final da sala a apontar nomes... Aquele segundo, pareceu-me acontecer em câmara lenta e sem som. Levou-me a pensar na facilidade com que nos encantamos com algo. Levou-me mais preocupadamente a pensar que tudo o que não é alimentado, sem dar-mos por isso, morre. Ficamos desencantadas. É uma sensação muito estranha. É como acordar de manhã, olhar para um vestido e pensar: "De quem é este vestido? Será que fui eu quem o comprou? Se fui, foi num momento de loucura. Não, já não gosto deste vestido!". E de repente, já não gostamos mesmo dele. O encanto acabou. E temos de procurar um novo encantamento.

 

Não quero eu com isto dizer ou anunciar nada de especial, como algumas pessoas poderão pensar. O que eu quero dizer é que tudo, seja o que for, se não for alimentado, morre... O encanto é algo frágil. Desvanece-se com muita facilidade. Também pode ser que esta questão me assombre agora que uma vez mais sinto as mudanças que o universo está a tratar de operar na minha vida. Sempre pressenti as minhas mudanças. Em várias alturas. Cerca de dois meses antes sinto uma inquietude constante, não estou bem em lado nenhum. Sinto uma turbulência inexplicável no estômago, dores de barriga, excesso de energia. Chamem-lhe intuição ou intenção. Nem eu sei. Mas sei que algo está prestes a mudar novamente. Sinto que é uma mudança muito boa. Vamos ver...

 

Vou ao cinema!

 

Fui... 

   

 

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publicado às 16:43


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