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Perigosa é a teia do padrão!

por reporterdesaltosaltos, em 28.06.10

Este fim-de-semana tive finalmente tempo e oportunidade de me dedicar a um áudio book que há muito esperava por mim. Ou eu por ele, não sei. Acho que fui encontrando desculpas para não o ouvir porque sabia que ia mexer comigo. Sabia que ia accionar qualquer coisa… Afinal, quantas vezes preferimos não ouvir as verdades que sabemos ser dolorosas?

 

Eu gosto da verdade mas não gosto das convulsões interiores que ela me provoca… Ouvi sobre a dupla “prazer/dor” e em como afecta a nossa vida e questiono-me sobre alguns acontecimentos que insistem em perseguir-me, ou talvez, eu é que insista em persegui-los. Acho que são os chamados padrões de vida. Os erros que insisto em cometer, mesmo quando sei que me estou a repetir. De forma consciente ou inconsciente sei que algo está mal mas em vez de inverter o padrão, repito-o. Porquê? Não sei.

 

A introspecção é uma das poucas coisas na vida que me consegue silenciar. Raramente estou calada mas quando estou não é nada bom sinal. Ainda que não seja por tristeza. É mais um padrão de conflito interior. Nada que não se resolva até com alguma facilidade mas leva-me a ponderar seriamente certas situações. É muito mau sinal quando olho duas vezes para a mesma coisa porque me dá tempo para lançar as sementes da dúvida. O que é que eu estou aqui a fazer? Como eu que eu vim aqui parar? Porque é que eu estou a fazer isto? Se isto não está a correr como eu quero e eu sei, porque é que continuo a fazê-lo?

 

 

Tudo isto me faz pensar em auto-sabotagem. Eu sei e sinto que as coisas vão correr mal mas arrisco. Porque é que eu faço isto? Será que me baseio em esperança, ou simplesmente entro em conflito de valores? Talvez ambos. Se por um lado acredito que tudo é possível, também acredito que o é na medida do que depende de nós. Por mais esperança que tenha, sei que posso inverter o meu padrão de comportamento mas nunca o dos noutros. Por outro lado, os meus próprios valores acabam por me trair. Se parto do princípio que tudo é possível penso imediatamente “porque não arriscar?” e arrisco. E depois fico desapontada exactamente porque o resultado me diz que estou errada e repeti o padrão. É uma teia muito perigosa…

 

Tenho outra explicação. É uma inabalável força que não me deixa dar por vencida. Tento sempre inverter o resultado. Tão simplesmente vejo em qualquer desafio uma possibilidade de contrariar a tendência. Há batalhas que já dei por perdidas há muitos anos mas sem me aperceber, transfiro-as para outras pessoas e para outras situações. Eu podia mudar a abordagem para tentar sair vencedora mas não quero porque sei que o que eu preciso mesmo é de mudar o padrão!

 

Eu era daquelas pessoas completamente cépticas em relação a questões mais espirituais mas hoje estou quase obcecada pelos “sinais”. Parece que o meu cérebro está muito mais sensível aos factores externos e principalmente aos visuais. Imaginem que vou a conduzir e estou a pensar em fazer alguma coisa. O sinal vermelho “cai” no preciso momento em que olho para ele e estou a ponderar o que decidi fazer. Como não acredito em coincidências, vejo nesse sinal um stop! “Vera, o caminho é outro! Muda de frequência! Isto só pode correr mal!”. Mesmo quando isto acontece são várias as vezes em que contrario esta sensação. Não ouço o meu instinto mas o resultado demonstra que ele tinha razão.

 

Ontem, nas celebrações do “Dia Mundial do Yoga” tive outro sinal. Mais uma vez não acredito em coincidências. Num estádio de futebol, onde é que eu me fui sentar? No local mais afastado de tudo, onde tinha apenas uma tenda. A tenda dos praticantes invisuais… Não fiquei indiferente. Lá vem mais um ditado, eu sei. “O maior cego é o que não quer ver.” Provavelmente sou mesmo. Porque prefiro evitar a dor a curto prazo do que pensar nela a longo. Este é o padrão que tenho de inverter. Nem que seja pela negativa. Pela soma dos pontos negativos que a longo prazo serão bem mais que no presente. Tenho igualmente de focar-me na busca do prazer. Eliminar o prazer a curto prazo e pensar no a longo. Ou se calhar, estou é mesmo a divagar e a precisar de dormir...

 

Reporter de Saltos Altos hoje demasiado perturbada...

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publicado às 23:57

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