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Nikita por um dia!

por reporterdesaltosaltos, em 01.02.12

Inspirada no filme “La Femme Nikita” de Luc Besson a série “Nikita” sempre me despertou bastante curiosidade. Nikita é uma jovem injustamente (na versão original) acusada de assassinar um polícia e é sentenciada a prisão perpétua. Pouco depois é recrutada por uma organização “secreta” que simula o seu suicídio e a transforma numa temível máquina assassina...

 

Será que eu podia ser uma temível máquina assassina? A ideia do mistério, da liberdade e de não ter raízes atraia-me bastante. Bem eu não quero ser presa, inocente ou culpada, condenada, simular o meu suicídio e transformar-me numa assassina! Como é óbvio! Mas exclusiva e hipoteticamente se eu fosse órfã, sem família nem amigos e pudesse ter qualquer profissão acho que agente secreta (de preferência a trabalhar do lado do “bem”) ou assassina a soldo (também a lado do “bem”) seria uma boa opção.

 

Ok, não diria propriamente uma opção moralmente correcta ou acertada... O perigo seria uma aventura mas o estilo de vida seria demasiado solitário. Acho que financeiramente seria bastante lucrativo mas se nunca podia criar raízes ia gastar dinheiro em quê? O que me seduz é pensar que com dois ponta pés colocava um homem de 1,95m a lamber o chão, a chorar que nem um bebé e a pedir piedade. Fisicamente não me parece viável. Convenhamos que por mais treinada que eu fosse tenho a força brutal de um passarinho esfomeado. O exercício físico (excepto natação) não é meu amigo e nem eu quero nada com ele!

 

Acho não tenho instinto assassino. A não ser que fosse uma coisa muito limpinha e que não envolvesse sequer derramar um mililitro de sangue. Não que me faça qualquer impressão mas porque o meu instinto seria dar o tiro e ao mesmo tempo tentar salvar a minha vítima ao estancar-lhe o sangue. Ora não me estou a ver a dar um tiro e ir a correr para socorrer. Depois voltava ao meu posto inicial, dava mais um tirinho e ia de novo tratar do dói dói. Por princípio ninguém deve ser agressor e salvador em simultâneo.

 

 

Provavelmente se a minha arma fosse uma faca ou qualquer outra arma branca eu cortava o meu próprio dedo (mão, braço, pé, etc) sem se quer me aperceber. Estaria a esvair-me em sangue, a sentir-me tonta e enjoada sem perceber porquê, prestes a cair redonda no chão mas a ameaçar a vítima com o indicador (depois de ter removido as impressões digitais – deve ser um requisito...) encostadinho ao nariz dele/a. Se o método fosse veneno com certeza que a minha exacerbada curiosidade me levaria a cheirar ou provar numa quantidade letal que na minha perspectiva ingénua seria perfeitamente inofensiva. Seria a mais eficaz assassina de sempre. Ou melhor, homicida.

 

Isto para não falar de correrias porque eu sou lenta como um caracol, canso-me em 30 segundos, desiquilibro-me como se tivesse bananas em vez de solas de sapatos e provavelmente ia em frente na primeira curva. Ou pior, se tivesse de perseguir alguém de mota ia demorar tanto tempo a pensar nos prós e nos contras (depois de meu traumático acidente) que a minha vítima tinha tempo para mudar a cor do cabelo e de país. E se fosse de carro ia demorar séculos a tirá-lo do estacionamento e quando o conseguisse ia estar tão furiosa que batia em tudo pelo caminho. Chegaria tão fula ao pé da vítima que lhe dava duas chapadas de mulher com tpm em vez de um tiro de assassina impiedosa! E ainda rematava “toma lá que é para aprenderes!”

 

Acho que só mesmo com uma “lavagem cerebral” - como de resto fizeram à Nikita - é que seria transformada numa assassina gélida e impiedosa. Caso contrário, não aguentava como Nikita nem um dia. Esta é daquelas coisas que fica bem é no mundo da fantasia. E claro, para conter a fúria nos dias de tpm...

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publicado às 22:28



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