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Ou Anjos ou Demónios!

por reporterdesaltosaltos, em 04.01.12

Não gosto de zonas cinzentas. Aliás nem de zonas, nem de pessoas, nem de dias, nem de nada. Cinzento só na roupa, muito de vez em quando e combinado com preto. Eu gosto de tudo de preto no branco ou branco no preto! Não gosto de espaço para dúvidas ou indecisões. Mas o ser humano é assim. Muitas vezes vive em zonas cinzentas, indecisas ou pior, indecifráveis. Contra mim falo porque até eu sofro breves momentos de “cinzentismo” mas não podíamos ser mais simples?

 

Estamos a falar de quê mesmo? De pessoas. Eu preferia que o ser humano se pudesse dividir em duas classes. Anjos ou Demónios. Sem meios termos. Ou eramos de uma equipa ou de outra. Porque na verdade há pessoas que encarnam certas personagens mas de vez em quando lá demonstram virtudes ou defeitos, pequenas nuances que não combinam com o resto do figurino. E a falta de coerência é uma coisa que me irrita solenemente.

 

Ora vejamos. Não conheço nenhum anjo. Conheço pessoas excepcionais e pessoas excepcionalmente bondosas mas nenhuma é absoluta ou perfeita. Todas elas têm pequenas nuances nas diferentes realidades das suas vidas. É como se houvesse um lado mais obscuro sempre à espreita e pronto para agir. Ás vezes age e quando descobrimos ficamos chocados porque não conseguimos imaginar que alguém tão bom fosse capaz de uma maldade “daquelas” - seja lá o que for.

 

 

Por outro lado, conheço pessoas do piorio. Daquelas que preferia não ter conhecido nunca. Sei que é inevitável ao longo da vida cruzarmo-nos com estas pessoas, digamos que menos agradáveis. Mas a passagem delas por nós tem sempre algo a acrescentar à nossa existência. Mais não seja ensina-nos o que não fazer e como não ser. O que me preocupa é que mesmo estas pessoas – e neste caso felizmente – não são coerentes. Também têm nuances “boazinhas”. E com elas também nos surpreendemos porque em determinada altura vão ter uma atitude correcta, ou nobre, ou bondosa. Ficamos com esperança que a nuance “boazinha” se sobrepunha à “do piorio” mas depois percebemos que foi apenas um episódio. Desapontamo-nos porque temos sempre esperança na melhoria do ser humano.

 

Era tudo muito mais simples se as pessoas más fossem sempre más e se as pessoas boas fossem sempre boas. Não tínhamos margem para dúvidas. Sabíamos sempre com o que podíamos contar. Ninguém ficava chocado por um desvio à maldade ou desapontado por um falso desvio à bondade. Porque infelizmente ou não - fico sempre na dúvida – um simples acto, seja de bondade ou de maldade, não faz uma pessoa.

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publicado às 21:06



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